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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Vitória e Evolução

Brasileiros e uruguaios fizeram o último jogo do primeiro dia da segunda fase do Pré-Olímpico. Acompanhando com afinco as duas seleções, confesso que a boa vitória do Brasil não me convenceu. O placar de 93-66 foi dilatado e tudo mais, entretanto, o Uruguai misto não pode fazer jogo durante dois quartos contra nosso time mais forte.

O jogo começou bem para o Brasil, entretanto, nosso garrafão defensivo teve alguns apagões e Esteban Batista logo chegou perto da casa dos 10 pontos com enterradas e jogadas de giro rápido. Depois, quando o ajuste foi feito, Sebastián Vázquez e Panchi Barrera engrossaram a coisa do perímetro e em certo momento o Brasil não se achava nem atrás, nem na frente. A qualidade individual dos nossos jogadores, os desfalques do Uruguai (Martín Osimani e Mauricio Aguiar) e até a mentalidade de jogo já jogado do técnico Gerardo Jauri foram fatores fundamentais para que no primeiro tempo o jogo não complicasse de vez. No final, uma falta anti-desportiva em Alex garantiu os oito pontos de frente ao final dos primeiros vinte minutos.

No segundo tempo, a defesa melhorou e uma parcial ruim do Uruguai fez com que García Morales e Batista sentassem rápido dando início ao maior garbage time do Pré-Olímpico, cerca de 15 minutos. Aí comparar os elencos vira piada e o massacre foi óbvio. Enquanto o Uruguai jogava com dois garotos sub-20, um reserva do Malvín e um armador de 1,74m, o Brasil estava em quadra com jogadores que jogam na Liga ACB. É por tudo isso que o resultado não empolga.

O empolgante foi Benite, outra vez. O ala-armador fez 21 pontos e chutou com qualidade do perímetro. Infiltrou bem e distribuiu jogo. Caio Torres também teve bons momentos e confesso que Marquinhos me pareceu mais uma vez um ala bastante sólido. Alex na defesa também é sempre um espetáculo a parte (terminou o jogo com 10 pontos).

Do lado uruguaio, Sebastián Vázquez mostrou que se não é um belo jogador como Aguiar, pode pelo menos suprir a falta do jogador na posição 3 com uma função bem específica. Dar a vida em todas as bolas na defesa (sua especialidade) e servir como desafogo ofensivo (contra-ataques e bolas do perímetro após longas rotações). Terminou o jogo com 12 pontos e animou a imprensa do país vizinho. Sebastián Izaguirre com 11 pontos e Bruno Fitipaldo com 9 também mostraram valor. Fitipaldo por sinal mostra um nível interessante nesse torneio. Contra a Argentina já havia feito 11 pontos, lembrando que é um armador de 20 anos ainda sem experiência internacional.

Por fim, o Brasil enfrenta amanhã o Panamá e deverá ter vida ainda mais fácil. Confesso que a defesa do time brasileiro me empolga apenas em alguns momentos e o ataque não me parece exatamente o mais ordenado. Quanto aos uruguaios, desistiram antes da hora de um jogo que podiam ter engrossado com um pouco mais de foco. Jogam três finais a partir de amanhã e precisam de duas vitórias para chegarem na repescagem. Não acredito no feito.

Raoni Moretto

raoni@draftbrasil.net


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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Melhorou

No ultimo post sobre a seleção quando apanhamos da Alemanha jogando um futebol ruim, cheio de erros e principalmente sem confiança eu citei dois erros pontuais, o lateral André Santos e utilizar Robinho como meia armador.

Percebendo que o esquema não estava funcionando e aproveitando a contusão de Robinho, Mano saiu com dois volantes já que Fernandinho foi recuado para dar qualidade no passe e Ronaldinho ficaria responsável para armar o jogo ao lado de Paulo Henrique.

Na lateral esquerda o retorno de Marcelo. Mais jogador, mais experiente e tarimbado para atuar como titular. Sem duvida vai resolver o problema pela esquerda e hoje fez um jogo seguro na marcação e participativo no ataque.

Não houve mágica, a seleção não foi genial, mas foi muito equilibrada em todos os setores.

Mesmo na contusão do meia Paulo Henrique e a entrada de Elias o Brasil conseguiu se manter equilibrado fazendo um bom jogo durante os 90 minutos.

Não atuou contra uma grande seleção, teve um jogador a mais desde os 35 minutos do primeiro tempo, mas não cometeu os mesmos erros dos jogos anteriores.

Outro destaque fica por conta de Leandro Damião que vive melhor fase do que Alexandre Pato e mostrando competência (como tem feito pelo Internacional e agora pela seleção) merece ser mantido para a Copa Roca.

As cobranças continuaram fortes, Mano Menezes sabe disso e já é importante o fato de ter mexido na estrutura da seleção modificando o que não vem dando certo.

O torcedor precisa entender que a safra é nova, os melhores estão ai e estão sendo convocados. A amarelinha pesa, os jogos são mais complicados e se habituar a ela exige tempo.

Com Ronaldinho de volta e alegre, a seleção ganha mais uma ótima opção, ganha respeito, experiência e qualidade na criação

Quanto a seleção de Gana, os caras batem até na sombra.

Por Ederson Manoel

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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Para esquecer

O Brasil consegiu ontem em Mar del Plata, sua terceira vitória no Pré-Olímpico das Américas, ao vencer Cuba por 93 x 83. Apesar de vencermos, nossa atuação foi ridícula. Tão ruim que aos escrever este texto e recordar dos principais fatos do jogo, salta aos olhos de qualquer um a falta de fundamentos básicos para grande parte dos atletas presentes no selecionado.Cuba que sofreu trinta pontos de diferença da República Dominicana, quase quarenta da Venezuela e vinte do Canadá, além de não passar dos 69 pontos convertidos, se achou neste jogo contra nossa defesa pífia e nosso ataque inoperante.

Brasil começou melhor e abriu onze pontos, para logo depois se perder em quadra com uma base de reservas que mostrou que não estão preparados para um torneio deste porte e que preocupa para a próxima fase. A vantagem se desfez com velocidade, e o primeiro período terminou em 26 x 20 para o Brasil.

Talvez o melhor momento do Brasil na partida, tenha sido entre o segundo e terceiro período. Melhoramos um pouco na defesa, embora o ataque não tenha melhorado, mas como conseguimos produzir algumas cestas mais simples, nove pontos de vantagem no período foram criados e o Brasil terminou o primeiro tempo jogando abaixo do esperado, porém com 52 x 37 no placar. Vantagem que não era dos sonhos, mas parecia que estávamos mais concentrados.

No terceiro quarto, limitamos Cuba para apenas 14 pontos, com isso, a vantagem de quinze pontos subiu para vinte e dois pontos, ainda que jogando mal, tínhamos neste momento 73 x 51 ao final e a esperança de tranquilidade para o final do jogo.

Mas tudo virou na entrada do quarto período. Cuba marcou uma pressão quadra que deixou claro que não podemos contar com nossos reservas para momentos complicados. Perdidos em quadra e vendo a torcida argentina cooperar com Cuba, os atletas cubanos se animarem e a diferença diminuindo drasticamente, o quarto período foi um verdadeiro show de horrores da nossa parte. Conseguimos nos superar tomando 32 pontos em um período, algo estarrecedor e na dúvida, mais chutes de três para tentar o milagre da bola salvadora, porém na inexistência de um arremesso de dez pontos, nos perdemos completamente e até falta técnica conseguimos levar para Cuba diminuir ainda mais a vantagem. Os vinte e dois pontos de vantagem caíram rapidamente para casa dos dez, chegando à oito, quando Marcelinho Huertas foi requisitado faltando três minutos para o final, como na demonstração que ele é o único ser que consegue ler uma ação ofensiva dentro dos que estavam em quadra e reter a bola, já que vencíamos e não era necessário o desespero dos chutes de três. Faltando um minuto e quarenta, com a diferença na casa dos oito pontos, Cuba ainda tentou de tudo, porém tropeçava na própria falta de qualidade técnica, embora em momemto algum da partida, tivessémos defendido de forma ao menos mediana. Final da partida, Brasil vence por dez pontos, menor diferença para Cuba no torneio, sofrendo 83 pontos no total e 32 no último período, que sinceramente, foi para esquercer.

Pouca movimentação ofensiva fora da bola, dessa forma facilitando o trabalho defensivo de qualquer defesa, nenhuma leitura de jogo por parte dos laterais. Se excluirmos Huertas, o segundo em assistências na seleção é Tiago Splitter, com 10 em 4 jogos. Marcelinho e Marquinhos, por exemplo, somados, tem as mesmas dez assistências que o pivô e mais importante do que qualquer número, não vemos a postura dos laterais em passar as bolas para um companheiro melhor posicionado, apenas temos o velho chute de três sem rebote como recurso, nada além do que assistimos em qualquer jogo do nacional, onde temos 50, 60, 65 arremessos de três pontos.

A defesa foi tão mal, que não impressiona o fato de Cuba ter 42 lances livres à disposição (coverteu 36). Com falhas gritantes e sem nenhuma cobertura que se antecipe à qualquer ação dos cubanos, os lances livres foram sendo criados em uma velocidade espantosa.

Por fim, o que falar da falta de concentração em um jogo de um torneio tão importante. Que o adversário não é forte, todos nós sabemos, mas até por isso temos que nos impor e dar o recado que estamos vivos no torneio, o que claro, ontem não foi passado recado algum. Quem esteve no ginásio ou viu pela televisão, parecia não acreditar em um jogo tão ruim da nossa parte.

Se este basquetebol que foi apresentado ontem vai ser o basquetebol da próxima fase, que todos se preparem para uma longa semana. Que o dia de descanso sirva de muita reflexão para todos, pois com um basquetebol tão medíocre quanto o apresentado ontem, as chances de vitórias caem drasticamente.

O próximo jogo do Brasil é segunda-feira, às 20:30 contra o Uruguai (terceiro colocado do grupo B).
Na terça-feira, enfrentamos o Panamá (quarto colocado do grupo B) também as 20:30. Na quarta-feira, no feriado de Independência, temos a Argentina (primeiro colocado do grupo B), às 18:00 horas e na quinta-feira, temos Porto Rico (segundo coocado do grupo B) às 20:30.


Por Henrique Lima Gonçalves

Equipe Draft Brasil

draftbrasil.net/wordpress

domingo, 4 de setembro de 2011

No Morumbi, sinta-se em casa


Foram trinta minutos de domínio do Fluminense que criou três chances claras de gol cara a cara com Ceni, não teve um pênalti marcado pelo arbitro, abriu o marcador e perdeu grande chance de resolver a parada ainda na primeira etapa.

Sinceramente a sensação que eu tenho é de que no vestiário e antes de subir para o gramado o São Paulo não tem preleção, não tem conversa e os jogadores devem escutar apenas os sons da natureza e assim entrarem mansinho para a partida.

Treinamento durante a semana então, é luxo.

O empenho que sobrou contra o Santos na Vila Belmiro está faltando quando as partidas são no Morumbi.

O tricolor dorme, marca mal, erra muito, não cria e normalmente só acorda quando o adversário sai na frente. Hoje nem dessa forma.

Mais uma vez a equipe saiu vaiada para o intervalo, não consegue jogar um bom futebol.

Não gosto de ficar criticando o trabalho dos treinadores, mas Adilson Baptista tem realizado um péssimo trabalho.

Hoje entrou com uma equipe que não daria certo e isso era visível. Rivaldo e Cicero ocupam o mesmo espaço em campo e são jogadores lentos que dificultam a troca de passes rápida do São Paulo.

Rivaldo observado por boa parte da torcida do São Paulo como solução, não pode mais ser considerado o jogador de outrora. Lento, ele ocupa um espaço que acaba atrapalhando principalmente o futebol do garoto Lucas.

Abel Braga soube explorar a falta de senso do treinador são paulino, marcou muito bem Dagoberto e Lucas e matou a partida em duas bobeadas da marcação tricolor. O São Paulo não conseguiu criar uma jogada ofensiva e obrigar Diego a fazer qualquer defesa. O pênalti mal marcado pelo arbitro não serviu como animo.

Mas você torcedor vai dizer que falta Luis Fabiano, mas desde quando o centroavante vai conseguir fazer toda essa diferença se a bola não chega com qualidade na frente?

Em 2005 e 2006 o São Paulo jogou futebol e foi eficiente. Em 2007 foi extremamente eficiente. Em 2008 teve sorte e foi competente. Em 2009, 2010 e 2011 a equipe não consegue nem ser eficiente e nem jogar um bom futebol, só relapsos.

A realidade torcedor é complexa, o São Paulo que não joga futebol e marca mal (detalhe é o alto numero de expulsões) vai sofrer sempre em casa.

Fora dela vai sobreviver dos rápidos contra golpes e por isso segue na parte de cima da tabela. Só que até quando?

Depois de perder para Botafogo e Vasco no Morumbi, hoje foi a vez do Fluminense passear em solos paulistas.
Por Ederson Manoel

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